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Supertempestade Sandy mata 39 pessoas nos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou desastre de grandes proporções na cidade de Nova York e em Long Island, duas das regiões mais afetadas entre ontem e hoje pela supertempestade Sandy, que já matou mais de cem pessoas desde que se formou no Caribe. A medida visa tornar disponíveis recursos federais para a população da área.

Enquanto isso, subiu para 39 o número de mortos em sete Estados norte-americanos. No Canadá, pelo menos uma morte foi atribuída à tempestade. No Caribe, atravessado pela tempestade na semana passada, Sandy matou 69 pessoas, a maioria no Haiti.

A tempestade entrou nos EUA por New Jersey na noite de ontem, deixou pelo menos 8,2 milhões de pessoas sem luz na Costa Leste e na região Meio-Oeste do país e paralisou a campanha para as eleições presidenciais norte-americanas, marcadas para a próxima terça-feira.

O governador de New Jersey, Chris Christie, concedeu uma entrevista coletiva na manhã de hoje e fez um balanço sombrio sobre a passagem de Sandy. “Está além de tudo o que eu poderia imaginar. É uma paisagem de devastação” disse Christie, referindo ao litoral do Estado, onde as águas arrancaram os trilhos de ferrovias. Partes do litoral de New Jersey ainda estão debaixo das águas, com muitas cidades alagadas. O cenário é parecido nas cidades litorâneas de Maryland e Nova York.

“Essa foi uma tempestade devastadora, talvez a pior que já experimentamos”, disse o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg. Segundo ele, a tendência é de que o número de mortos aumente.
O fenômeno natural causou a maior destruição no metrô de Nova York em seus 108 anos de existência, afirmou hoje o chefe da Autoridade de Transporte Metropolitano, Joseph Lhota. Os três grandes aeroportos da cidade foram fechados e mais de 15 mil voos foram cancelados por causa da tempestade.

Uma onda de tamanho sem precedentes (3,9 metros), atingiu a parte baixa de Manhattan, inundando túneis, estações de metrô e ruas. A Bolsa de Valores de Nova York ficou fechada na segunda-feira, não funciona nesta terça-feira e ainda avalia se abrirá na quarta-feira. Pelo menos três dos mortos foram crianças, uma delas de apenas oito anos. Pelo menos uma morte causada pela tempestade ocorreu no Canadá.

Em Nova York, um incêndio queimou entre 80 e 100 moradias na manha desta terça-feira, em um bairro perto do Atlântico. Ninguém ficou ferido. Pelo menos 670 mil pessoas ficaram sem eletricidade em Nova York, disse John Miksad, vice-presidente da distribuidora de energia Consolidated Edison.

O furacão Sandy causou 69 mortes em sua passagem pelo Caribe na semana passada. Pouco antes de tocar terra firme, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês), diminuiu sua categoria para ciclone pós-tropical, uma distinção puramente técnica, baseada na pressão interna e formato do fenômeno. O encontro de Sandy com um sistema climático de inverno formou a supertempestade que castiga os Estados Unidos.

Vietnã - O tufão Son Tinh arrancou os telhados de milhares de casas no norte do Vietnã, matando pelo menos sete pessoas e elevando o número de mortes registradas ao longo da última semana para 32, segundo informou hoje a agência de desastres vietnamita. O tufão também deixou 43 feridos e causou o desaparecimento de cinco pessoas no país.

O centro do tufão não atingiu terra firme antes de se dissipar ontem no oceano, mas destruiu os telhados de mais de 13 mil residências e danificou quase 19 mil hectares de plantações de arroz no Vietnã.
No sul da China, o tufão deixou um morto e cinco desaparecidos, segundo o Ministério dos Assuntos Civis.

Son Tinh era ainda uma tempestade tropical quando passou pela região central das Filipinas na semana passada, causando 24 mortes e deixando seis desaparecidos, e só virou tufão, com ventos sustentados de até 92 quilômetros por hora, ao cruzar o mar do sul da China.

Furacão afeta reta final das campanhas


A supertempestade que castiga a Costa Leste dos Estados Unidos interrompeu a campanha dos dois candidatos à presidência norte-americana a apenas uma semana da eleição.

O presidente Barack Obama e o candidato pelo Partido Republicano, Mitt Romney, serão obrigados a mudar a estratégia de suas campanhas e tentarão projetar uma imagem de liderança em meio à adversidade.

Obama cancelou eventos na segunda-feira e terça-feira para ficar na Casa Branca e monitorar a emergência que atingiu a populosa região entre Washington e Boston e partes do Meio-Oeste.

Durante a tarde, Obama visitou a sede da Cruz Vermelha em Washington e advertiu aos norte-americanos que a supertempestade que atingiu a Costa Leste do país “ainda não acabou”. Obama qualificou o momento como “doloroso para a nação” e disse à população que os perigos das enchentes e da queda das linhas de eletricidade persistem.

“A América está com vocês”, disse o presidente, depois de afirmar que seus pensamentos e orações estão com os afetados pela supertempestade Sandy, que já causou dezenas de mortes nos EUA.
Obama também disse às autoridades locais, encarregadas diretamente da resposta aos efeitos de Sandy, que “não há desculpa para a falta de ação” e recomendou aos governadores: “Liguem pessoalmente para mim na Casa Branca se receberam ‘não’ como resposta”.

Mais cedo, Obama declarou desastre de grandes proporções na cidade de Nova York e em Long Island, duas das regiões mais afetadas entre ontem e hoje por Sandy. A medida visa tornar disponíveis recursos federais para a população da área.
Segundo a Casa Branca, Obama permanecerá hoje em Washington e amanhã visitará New Jersey para observar pessoalmente os efeitos da passagem da tempestade e se reunir com o governador Chris Christie. O vice-presidente Joe Biden não fez aparições nesta terça-feira.

Romney não desmarcou um comício em Ohio, mas a coordenação de sua campanha afirmou que o foco será a ajuda às vítimas. O candidato a vice Paul Ryan cancelou três eventos no Colorado.

Os dois candidatos não querem passar a impressão de que colocam a política acima das preocupações com as enchentes, blecautes e segurança dos norte-americanos.

A supertempestade provavelmente dominará o noticiário nos próximos dias, quando os presidenciáveis tentarão obter o apoio dos eleitores indecisos. A maior parte das pesquisas nacionais mostra que Obama e Romney estão separados por diferenças estatisticamente insignificantes.
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